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Mensagem
do Presidente

GRI 1.1

Com conhecimento e equipes capacitadas para promover e melhorar os mecanismos de atuação dos bancos, fortalecemos a imagem e o posicionamento do sistema financeiro e o seu compromisso com a promoção do desenvolvimento sustentável do País


"(…) o mercado financeiro nacional manteve sua solidez, reconhecida internacionalmente."

Murilo Portugal
Presidente da FEBRABAN

O ano de 2014 foi de grandes desafios. A economia nacional ficou praticamente estagnada. Entre os fatores que contribuíram para o fraco resultado econômico estão a queda da confiança empresarial e, consequentemente, o volume de investimentos, de dez pontos percentuais em relação a 2013. O consumo das famílias e o setor de serviços que vinham funcionando como motores do crescimento tiveram leve alta no ano, de 0,9% e 0,7%, respectivamente.

A indústria, por sua vez, recuou 1,2% e registrou indicadores preocupantes relacionados à taxa de desemprego, afetando a capacidade de consumo dos trabalhadores e das famílias. A inflação ficou em 6,4%, pouco abaixo do teto de 6,5% do intervalo de tolerância, e deve ser foco de atenção redobrada.

A retomada dos investimentos e reajustes importantes na macroeconomia nacional são essenciais para voltarmos a crescer. É fundamental direcionar esforços para o combate à inflação, para corrigir os desequilíbrios fiscais e estimular o crescimento da produtividade. Outra prioridade é aumentar a taxa de poupança doméstica – que, com cerca de 14% do PIB, é mais baixa que a de nossos vizinhos latino-americanos.

A economia mundial começou a dar sinais mais consistentes de recuperação, porém, de forma desigual, o que ainda demonstra efeitos retardados da crise financeira de 2008.

Já o mercado financeiro nacional manteve sua solidez, reconhecida internacionalmente. Várias iniciativas posicionam o País na vanguarda em produtos e serviços financeiros e na segurança de suas operações. É o caso do Índice de Basileia, no qual o Brasil atingiu a marca de 16,7%.

No que se refere a outros requisitos de Basileia III, de liquidez, alavancagem e tratamento das instituições sistemicamente importantes, o Banco Central do Brasil (Bacen) realizou audiência pública e deve publicar as regras finais no primeiro semestre de 2015.

Em 2014, a FEBRABAN reforçou a importância e eficiência do modelo de atuação conjunta com os bancos e as instituições financeiras associados. Com a participação de 120 bancos, representamos 93% do patrimônio líquido e 97% dos ativos totais do sistema bancário nacional.

Avançamos no processo de reestruturação interna iniciado em 2012. Passo importante foi a implantação de sistema de planejamento estratégico e investimentos na gestão de pessoas e processos internos. Com o primeiro ano completo de funcionamento do escritório de projetos (PMO), a elaboração, o alinhamento e a execução dos projetos passaram a acontecer por meio das 24 comissões técnicas, considerando metas internas para todas as áreas. Demos continuidade ao processo de profissionalização da equipe, com a instituição de nova política de recursos humanos e adequação de cargos e salários.

No apoio ao desenvolvimento profissional do setor, atuamos com sucesso em várias frentes. Em uma delas, em atendimento às novas regras do Bacen para a atividade dos agentes bancários, 80 mil agentes foram certificados. Estima-se que chegaremos a 100 mil certificados em 2015.

Com o Instituto FEBRABAN de Educação (INFI), realizamos mudanças no formato educacional, enfatizando os ambientes on-line e mobile. O portfólio de cursos foi reformulado e passou a contar com 80 cursos, que atendem a 20 frentes de atuação do setor, consolidando a importância do INFI no desenvolvimento e na disseminação do conhecimento para os profissionais envolvidos.

Nossa área de tecnologia também somou resultados positivos. Em parceria com a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), finalizamos o processo de construção da plataforma tecnológica para a Portabilidade Eletrônica de Crédito. De maio de 2014 a janeiro de 2015, ela recebeu mais de 800 mil pedidos de portabilidade das dívidas de financiamento de veículos, empréstimo consignado e créditos pessoal e imobiliário.

No tema da sustentabilidade ambiental, a FEBRABAN vem participando da pesquisa global "Inquiry Into Design of a Sustainable Financial System", iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) para avaliar fatores, políticas públicas e inovações capazes de ampliar a destinação de recursos intermediados pelo sistema financeiro global para promover a transição para uma economia mais verde.

Realizamos, em parceria com o Centro de Estudos da Sustentabilidade (CES), da Fundação Getulio Vargas (FGV), três estudos sobre o tema no Brasil, que foram submetidos à consulta pública e, posteriormente, apresentados no seminário O Sistema Financeiro Nacional (SFN) e a Economia Verde, realizado em agosto.

Ainda em relação a questões que envolvem a sustentabilidade, participamos das discussões entre Poder Público, bancos e entidades do setor para a construção da Política de Responsabilidade Social (PRSA) para instituições financeiras, que entrou em vigor por meio da Resolução no 4.327 do Banco Central do Brasil em 25 de abril de 2014. Realizamos diferentes atividades para estimular a troca de experiência entre os bancos, como workshops e cursos, e elaboramos materiais de orientação para nossos associados.

Com foco em toda a sociedade, especialmente nos jovens, firmamos parceria, por intermédio do Programa Meu Bolso em Dia, com o Instituto Akatu, para o desenvolvimento de quatro aplicativos: Nossa Água, Nossa Energia, Nossa Alimentação e, em janeiro de 2015, Nosso Transporte. Os temas aliam educação financeira ao cuidado com o meio ambiente e o uso responsável dos recursos naturais.

Sabemos que muito há a ser feito. Mas estamos confiantes de que temos, a cada ano, uma Federação mais forte e sempre aberta ao diálogo e à troca de informações. Com conhecimento e equipes capacitadas para promover e melhorar os mecanismos de atuação dos bancos, fortalecemos a imagem, o posicionamento e o compromisso do sistema financeiro com a promoção do desenvolvimento sustentável do País.