Página anterior Próxima página

A FEBRABAN

Por meio da representação de seus associados, a organização contribui para o desenvolvimento econômico social e sustentável do Brasil

O setor financeiro nacional reúne 172 instituições, das quais 120 estão representadas pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), que totalizam 93% do patrimônio líquido e 97% dos ativos totais do sistema bancário brasileiro. A Federação atua sob um modelo consolidado que permite captar as necessidades e os diferenciais em um mercado dinâmico e competitivo. Assim, tem diversificado e aperfeiçoado seus produtos e serviços para ampliar a eficiência do setor, melhorar os mecanismos de atuação dos bancos e fortalecer a imagem e o posicionamento do sistema financeiro na promoção do desenvolvimento sustentável do País. Sua estrutura e forma de atuação garantem a soma dos esforços, conhecimentos e recursos para potencializar os impactos positivos do sistema financeiro nos setores produtivos nacionais e na sociedade como um todo. GRI 2.5 | 2.7

A FEBRABAN atravessa nova fase de sua história, iniciada nos últimos dois anos com a implantação de sistema de planejamento estratégico e investimentos na gestão de pessoas e de processos. Essa reestruturação, construída a partir de um trabalho colaborativo que envolveu todas as áreas internas, fortalece o foco sobre os resultados que a organização entrega frente às demandas de seus associados e demais stakeholders.

Internamente, foi constituída a Diretoria de Planejamento, Gestão de Projetos e Secretaria Geral, responsável pelos processos internos de consolidação e apoio ao planejamento estratégico anual; mensuração de resultados corporativos anuais da FEBRABAN e Diretorias Internas (metas); monitoramento do portfólio de projetos prioritários; organização de reuniões do Conselho Diretor e da Diretoria-Executiva; e assessoria direta à Presidência e Vice-Presidência. Externamente, a perspectiva dos associados é de consolidação das Comissões Executivas, das Comissões Setoriais e do modelo de governança, assim como a adoção de rotina de reporte periódico de projetos associados a temas estratégicos e comissões em reuniões da Diretoria-Executiva. GRI 2.9

A organização também tem ampliado sua participação no cenário internacional e, além de integrar a Federação Latino Americana de Bancos (FELABAN), foi convidada a participar, em 2014, de pesquisa global “Inquiry into Design of a Sustainable Financial System”, coordenada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – em inglês United Nations Environment Programme (UNEP) – sobre fatores, políticas públicas e inovações capazes de ampliar a destinação de recursos intermediados pelo setor financeiro para a Economia Verde. O presidente da FEBRABAN, Murilo Portugal, é um dos integrantes do Conselho Consultivo da iniciativa. GRI 4.13

Missão, Visão e Valores

GRI 4.8

Valores
  • Promover valores éticos, morais e legais
  • Valorizar as pessoas, o trabalho e o empreendedorismo
  • Incentivar práticas de cidadania e responsabilidade socioambiental
  • Defender a iniciativa privada, o livre mercado e a livre concorrência
  • Defender o diálogo, o respeito e a transparência nas relações com clientes e com a sociedade
  • Atuar com profissionalismo e transparência
  • Valorizar a diversidade e a inclusão social
Visão

Um sistema financeiro saudável, ético e eficiente é condição essencial para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País.

Missão

Contribuir para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País, representando os seus associados e buscando a melhoria contínua do sistema financeiro e de suas relações com a sociedade.


Objetivos estratégicos permanentes

  • Representar seus associados perante os poderes constituídos e entidades representativas da sociedade.
  • Interagir com autoridades e instituições na elaboração e no aperfeiçoamento do sistema normativo.
  • Desenvolver iniciativas para a contínua melhoria da produtividade do sistema e a redução dos níveis de risco.
  • Zelar pela eficiência da intermediação financeira e aumentar a sua contribuição para a sociedade, inclusive desenvolvendo esforços que viabilizem o crescente acesso da população a produtos e serviços financeiros.
  • Transmitir à sociedade o papel e a contribuição do sistema financeiro para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País.

Principais produtos e serviços

GRI 2.2

  • Elaboração de estudos e notas técnicas relativas aos projetos de lei no Congresso Nacional
  • Coordenação de iniciativas judiciais para a defesa do setor
  • Posicionamento nas mídias sobre temas de interesse dos associados e da sociedade
  • Representação dos bancos entre autoridades, entidades nacionais e internacionais
  • Elaboração, divulgação e discussão, com órgãos reguladores, de propostas com vistas à eficiência do sistema e à minimização de seus riscos
  • Divulgação de informações sobre produtos e serviços bancários
  • Coordenação de estudos, pesquisas e iniciativas que visem à melhoria da imagem do setor, do atendimento e das relações com os consumidores
  • Implantação e gestão da autorregulação dos bancos
  • Adoção de ações de responsabilidade social, sustentabilidade e inclusão
  • Capacitação dos associados
  • Realização de eventos de interesse dos associados e da sociedade
  • Negociação do contrato coletivo de trabalho do setor
  • Certificação Profissional FEBRABAN, que avalia as áreas de conhecimento e/ou habilidades, atestando o adequado nível de especialização dos profissionais no desempenho de suas atividades

Modelo de atuação

2,5 mil
Pessoas integram órgãos de governança e comissões da FEBRABAN

O sistema financeiro brasileiro é considerado um dos mais avançados e seguros do mundo, o que resulta de amplo esforço setorial na busca permanente pelas melhores práticas, aliadas à tecnologia de ponta e a uma grande capacidade de inovação e visão de futuro.

Como principal entidade representativa do setor, a FEBRABAN tem sua atuação direcionada à consolidação de mecanismos e instrumentos que promovam os bancos e as demais instituições ao mesmo tempo em que busca fortalecer a capacidade do mercado financeiro na promoção do crescimento sustentável do Brasil.

Criada em 9 de novembro de 1967, a organização acumula, nesse quase meio século, conhecimento sólido, fruto da experiência de ter acompanhado todas as mudanças da sociedade e da economia brasileiras e os profundos avanços que o País alcançou nesse período. Seu modelo de atuação reforça esse compromisso ao prover o sistema bancário de condições e ferramentas necessárias para atender à sociedade com serviços e produtos que incrementem a economia, o ambiente de negócios e o desenvolvimento sustentável.

Para isso, conta com uma equipe de profissionais qualificada, que atua em várias frentes e em contato com diversos públicos estratégicos.

Com a participação direta de cerca de 2,5 mil representantes dos bancos e das instituições financeiras, que integram suas comissões e seus órgãos de governança, a FEBRABAN adota um modelo de atuação que permite congregar as demandas do setor para identificar os riscos, acompanhar e participar do ambiente regulatório e disseminar as melhores práticas do mercado.

Ao mesmo tempo, opera no sentido de reunir as demandas externas, sejam de órgãos reguladores do sistema financeiro, em suas esferas federal, estadual e municipal, sejam da sociedade, da imprensa e dos demais setores econômicos e organismos internacionais, e endereçá-las aos bancos e às demais instituições associadas. Esse modelo confere percepção única sobre os desafios do setor financeiro e as grandes oportunidades para que o Brasil possa continuar a crescer e ampliar suas conquistas econômicas e sociais. Ele está demonstrado a seguir.

Modelo de atuação

GRI 4.14 | 4.15

Modelo de atuação

Linhas de atuação
  • Propor e defender mudanças ou edição de normas que aumentem a eficiência do sistema financeiro e o aprimoramento dos seus instrumentos
  • Desenvolver e manter canais de comunicação com o Executivo, Legislativo, Judiciário, associações de classe, órgãos de defesa dos consumidores, sindicatos e demais entidades e organismos nacionais e internacionais
  • Coordenar, quando necessária, a contratação de profissionais para a defesa de legítimos interesses dos associados
  • Realizar e divulgar estudos e pesquisas visando ao aperfeiçoamento do sistema financeiro
  • Comunicar o papel e a atuação do sistema financeiro, de forma proativa
  • Manifestar-se, quando for o caso, sobre temas de interesse da opinião pública
  • Desenvolver programas de formação e qualificação para os funcionários de autorregulação

Estrutura

O modelo de atuação da entidade incorpora demandas do setor financeiro nacional

GRI 2.3 | 2.8

A FEBRABAN encerrou 2014 com 115 funcionários, dos quais três estagiários, um aprendiz e 14 terceirizados. Com sede em São Paulo (SP), trata-se de uma estrutura enxuta, formada por profissionais alinhados a um modelo próprio de gestão, que atuam de forma integrada com todos os públicos estratégicos da organização. GRI 2.4

É esse modelo de contato direto com os representantes de bancos e instituições financeiras, além da ampla rede de relacionamentos e atuação com os demais segmentos dos setores público e privado, que garante à FEBRABAN condições para cumprir seu papel.

O processo acontece de forma unificada, via diferentes canais de comunicação e plataformas tecnológicas que respondem aos avanços obtidos nos últimos anos.


Estrutura Geral

Estrutura Geral

Conexões
Desde a sua criação, a FEBRABAN mantém perfil de articuladora dos principais agentes do sistema financeiro e promotora de mecanismos e ferramentas que atendam às necessidades do setor e da sociedade.
Isso se dá tanto nas atividades desenvolvidas diretamente como na atuação em parceria com as demais organizações criadas a partir dessa mesma visão de integração e excelência nos serviços e produtos.
Com atuação em diferentes aspectos do complexo Sistema Financeiro Nacional, o grupo de organizações afins permite que as informações, os debates, as ferramentas e os mecanismos sejam aplicados da maneira mais otimizada e estratégica.

Conexões

Pessoas

A FEBRABAN conta com uma equipe de funcionários caracterizada pela qualidade e eficiência em suas áreas de atuação e pelo profissionalismo na execução do papel da Federação. Ao fim de 2014, eram 115 funcionários diretos e 14 terceirizados. A FEBRABAN aplica para todos os seus empregados a convenção coletiva de trabalho da categoria correspondente. GRI LA1 | LA4

Em 2014 houve a continuidade do processo de profissionalização, iniciado em 2012. A FEBRABAN instituiu nova política de recursos humanos e adequou cargos e salários. No ano, o menor salário pago aos homens foi 54% maior do que o salário-mínimo nacional. Já o menor salário entre as mulheres foi 152% superior ao salário-mínimo vigente no País. Os menores salários pagos aos homens refletem o fato de não haver mulheres na mesma posição. GRI EC5

A Federação ainda ampliou os mecanismos de análise de desempenho e meritocracia, com base nas metas estabelecidas em seu planejamento estratégico. A avaliação de desempenho é anual e abrange todos os funcionários, sendo que o feedback é informal, quando necessário, e formal no momento da avaliação. O sistema de avaliação de performance foi aperfeiçoado, ampliado e concedido com base no cumprimento das metas definidas no planejamento estratégico da Federação. GRI LA12

Houve também o fortalecimento da política de Recrutamento e Seleção, visando à atração de profissionais qualificados para as posições vagas e o aproveitamento de profissionais internos.

Os funcionários de todos os níveis hierárquicos têm como benefícios assistência médica, vale-refeição, previdência privada complementar, seguro de vida, assistência funeral, vale-alimentação e vale-transporte. Em relação às licenças-maternidade/paternidade, apenas um profissional a usufruiu, tendo permanecido no quadro após o retorno. As duas funcionárias que se valeram do benefício ainda não haviam retornado ao fim de 2014. GRI LA3 | LA15

No ano, na FEBRABAN, foram contratados 26 funcionários (16 mulheres e dez homens), dos quais dez têm até 29 anos, oito, de 30 a 39 anos, três, entre 40 e 49 anos, e cinco, acima de 50 anos, com predominância para o nível universitário; e desligados 22 profissionais (11 mulheres e 11 homens), dos quais cinco têm até 29 anos, 11, entre 30 e 39 anos, dois, entre 40 e 49 anos, três, entre 50 e 59 anos, e um, acima de 60 anos. O turnover do período foi de 21%. GRI LA2

Desconsiderando-se 20 funcionários da CED, IBCB e terceiros em 2013, o quadro da FEBRABAN era de 111 funcionários. Em 2014 o quadro cresceu para 115 funcionários.

No Instituto Brasileiro de Ciência Bancária (IBCB), foram seis desligados – sendo cinco mulheres (duas entre 18 e 29 anos, duas entre 30 e 39 anos e uma entre 50 e 59 anos) e um homem (entre 18 e 29 anos) – e seis contratados. Entre os novos colaboradores, quatro eram mulheres ( duas entre 18 e 29 anos e duas entre 30 e 39 anos) e dois homens (um com idade entre 18 e 29 anos e um entre 30 e 39 anos). Já na Central de Exposição a Derivativos (CED), não houve alteração no quadro de pessoal no período. GRI LA2

Total de funcionários e de terceirizados GRI LA1 | LA13
Por nível funcional 2013 2014
Homens Mulheres Homens Mulheres
Diretoria 14 1 12 1
Gerência 7 4 9 3
Chefia/Coordenação 0 1 0 1
Técnica/Supervisão 25 20 20 19
Administrativo 10 40 8 35
Operacional 3 0 3 0
Terceiros 9 12 6 8
Aprendizes 0 2 1 0
Estagiários 3 1 2 1
Total por gênero 71 81 61 68
Total 152 129


Funcionários diretos da FEBRABAN GRI LA1
Por faixa etária 2013 2014
Total Homens Mulheres
18 a 29 anos 37 10 18
30 a 39 anos 39 10 20
40 a 49 anos 27 15 15
50 a 59 anos 19 13 4
Acima de 60 anos 9 7 3
Total por gênero - 55 60
Total 131 115


Por formação 2013 2014
Total Homens Mulheres
Mestrado e doutorado 3 2 0
Superior e pós-graduação 100 44 44
Superior incompleto 17 5 8
Ensinos fundamental e médio 11 3 8
Total por gênero - 55 60
Total 131 115


Por tempo de casa 2013 2014
Total Homens Mulheres
Menos de 1 ano 12 8 10
1 a 5 anos 68 22 22
6 a 10 anos 20 12 11
11 a 15 anos 4 1 2
16 a 20 anos 8 6 7
Acima de 20 anos 19 6 8
Total por gênero - 55 60
Total 131 115


Total de funcionários e de terceirizados do IBCB e do CED em 2014 GRI LA1 | LA13
Por nível funcional IBCB CED
Homens Mulheres Homens Mulheres
         
Diretoria 1 0 1 0
Gerência 2 0 0 0
Chefia/Coordenação 0 0 0 0
Técnica/Supervisão 0 1 1 1
Administrativo 4 8 0 0
Operacional 0 0 0 0
Terceiros 0 0 0 0
Aprendizes 0 0 0 0
Estagiários 1 0 0 0
Total por gênero 8 9 2 1
Total 17 3


FUNCIONÁRIOS DIRETOS DO IBCB E DO CED EM 2014 GRI LA1
Por faixa etária IBCB CED
Homens Mulheres Homens Mulheres
18 a 29 anos 4 4 1 0
30 a 39 anos 2 5 0 0
40 a 49 anos 1 0 0 1
50 a 59 anos 1 0 0 0
Acima de 60 anos 0 0 1 0
Total por gênero 8 9 2 1
Total 17 3
Por formação Homens Mulheres Homens Mulheres
Mestrado e doutorado 1 0 0 0
Superior e pós-graduação 5 7 2 1
Superior incompleto 2 1 0 0
Ensinos fundamental e médio 0 1 0 0
Total por gênero 8 9 2 1
Total 17 3
Por tempo de casa Homens Mulheres Homens Mulheres
Menos de 1 ano 0 2 0 0
1 a 5 anos 8 7 2 1
6 a 10 anos 0 0 0 0
11 a 15 anos 0 0 0 0
16 a 20 anos 0 0 0 0
Acima de 20 anos 0 0 0 0
Total por gênero 8 9 2 1
Total 17 3

Composição dos grupos responsáveis pela governança corporativa por gênero GRI LA13


conselho consultivo
2013 151
2014 151
diretoria-Executiva
2013 141
2014 141
comitê executivo | relações Institucionais
2013 93
2014 84
comitê executivo | suporte e controles
2013 111
2014 111
comitê executivo | negócios
2013 162
2014 182
conselho diretor
2013 170
2014 170

Logística

GRI EN26

O modelo do Transporte Compartilhado de Malotes (TCM) executado pela FEBRABAN foi revisto em 2014, o que resultou em maior eficiência e controle das operações. No modelo de governança, por exemplo, foi estabelecida estrutura centralizada capaz de coordenar todo o serviço de TCM, garantir o cumprimento do regulamento, gerenciar as demandas de serviços e atuar como interface entre as necessidades dos bancos e a execução do serviço em campo.

Foi aplicado ainda um sistema de rastreamento de malotes que permite sua localização a qualquer instante, evitando desvios e perdas de informações confidencias. Paralelamente, foi contratado serviço de gestão de tratamento de ocorrências e atendimento para monitorar o cumprimento e a execução do serviço por meio de plataforma em tempo real.

Para 2015, está prevista a implantação do Projeto de Logística de Materiais Compartilhado, que funcionará sob os mesmos moldes do TCM. Com isso, ampliam-se também os benefícios do mecanismo de logística integrado para o sistema bancário, entre eles redução de custos, maior segurança no transporte de documentos e produtos e redução de emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE).

Benefícios do Projeto de Logística de Materiais Compartilhado

Aspectos qualitativos


SOCIEDADE
  • Redução das emissões de CO2
    - Frota reduzida em 400 veículos
    - 4.800 toneladas de CO2 a menos por ano
  • Redução do tráfego nos grandes centros


Fornecedores
  • Gestão mais próxima
  • Operações centralizadas/regionalizadas
  • Acompanhamento das obrigações socioambientais


Bancos
  • Redução de custos
  • Melhoria na gestão
    - Padronização dos contratos
    - Controle e rastreabilidade e de suas datas-base


Governo
  • Melhoria e sistematização no acompanhamento das obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias dos fornecedores
Plataforma para futuros compartilhamentos

Tecnologia da Informação (TI)

GRI EN26

No ano a FEBRABAN realizou também importantes mudanças na sua área de TI para atender às novas diretrizes da Diretoria-Executiva, ao crescente volume de projetos e às elevadas expectativas dos bancos quanto às entregas. As mudanças incluíram a reestruturação da equipe de sistemas e um forte investimento em metodologias, processos e boas práticas de desenvolvimento de software. Esse conjunto de ações, aliado ao maior alinhamento da área com a Diretoria de Planejamento e Gestão de Projetos, assegura o aumento significativo na qualidade dos serviços prestados e o foco nos temas estratégicos da entidade.

Entre os 12 projetos de sistemas concluídos, a área fez entregas relevantes, como o Banco de Dados e Indicadores do Setor Bancário, a coleta de informações para o Censo da Diversidade, os novos websites do Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (CIAB), da Central de Exposição a Derivativos (CED) e da Autorregulação e melhorias no sistema de Certificação de Profissionais (mais detalhes sobre essas entregas serão apresentados no decorrer deste relatório).

Eficiência energética

No âmbito de suas atividades institucionais, a FEBRABAN realizou diversas iniciativas para promover o uso responsável dos recursos naturais. Em eficiência energética, foi feito o isolamento das casas de máquinas do ar condicionado nas instalações da Federação visando à redução no consumo de energia elétrica. Essa e outras iniciativas resultaram em uma redução de 437,49 gigajoules (GJ) nos últimos três anos. Também foram executados serviços de acréscimo de carga e desmembramento de ligação nos andares 15º e 14º, conforme projeto aprovado pela Eletropaulo. Além disso, foram substituídos os oito compressores de 220V do sistema de ar-condicionado dos dois andares por outros de 380V. GRI EN7

Outro indicador que reflete os ganhos da economia no consumo de energia são os valores desembolsados anualmente, continuamente reduzidos. GRI EN5

Consumo de água

Em relação ao consumo de água, foram adotadas algumas medidas, como a troca de sistemas hidráulicos na sede e a instalação de torneiras com sistema automático de fechamento. Não é possível mensurar a economia proporcionada, pois o consumo de água é rateado entre os condôminos do edifício da sede. GRI EN8

Outras ações no mesmo sentido incluem a aquisição de produtos recicláveis e a impressão de materiais gráficos com o selo Forest Stewardship Council (FSC), que atesta o manejo florestal sustentável na produção de papel.

Consumo de energia indireta discriminado por fonte primária (GJ) GRI EN4


Gastos com energia (R$ )

Governança

A governança da FEBRABAN agrega Diretorias e Conselhos compostos por representantes dos bancos e de outros setores econômicos que, a partir da liderança do Conselho de Administração, do planejamento integrado e do apoio das diretorias internas e das comissões, orientam as atividades. Veja a seguir a composição desse quadro, de acordo com o perfil de cada grupo de stakeholder e sua atuação correspondente.

Integrantes Estrutura Atuação
Bancos Conselho Diretor Gestão Estratégica
Bancos e outros setores econômicos Conselho Consultivo Aproximação com os setores econômicos
Conselho de Autorregulação Aperfeiçoamento dos processos
Bancos e FEBRABAN Direção Executiva Gestão Estratégica e Executiva
Presidência e Vice-Presidência Executiva
Comitês Executivos Gestão Executiva e Operacional
Comissões Técnicas
O MODELO DE GOVERNANÇA DA FEBRABAN REFLETE A INTEGRAÇÃO ENTRE OS REPRESENTANTES DOS BANCOS ASSOCIADOS

Estrutura de governança GRI 4.1

Estrutura de governança

Os bancos associados são os principais integrantes do modelo de governança da FEBRABAN. São os representantes desses bancos que compõem o Conselho Diretor e definem a gestão estratégica da entidade. O presidente do Conselho não é diretor-executivo da instituição, mas sim um dos presidentes executivos dos bancos associados. Também eles, em conjunto com outros representantes de setores da sociedade, formam o Conselho Consultivo e o Conselho de Autorregulação, responsáveis pela aproximação com setores econômicos e pelo aperfeiçoamento dos processos da Federação. A composição completa dos Conselhos da FEBRABAN está disponível na internet, em www.febraban.org.br, no link Estrutura Geral. GRI 4.2 | 4.3

Assembleia Geral

  • Representantes das 120 instituições financeiras associadas à FEBRABAN.
  • Máxima instância decisória.
  • Em caso de necessidade, pode se reunir extraordinariamente.

Conselho Diretor

  • Tem como missão estabelecer a orientação geral das atividades da FEBRABAN e sua correta execução.
  • A composição varia entre um número mínimo de 18 e um máximo de 30 integrantes.
  • Todos os integrantes são representantes de instituições financeiras.
  • Mandato de três anos.

Conselho Consultivo

  • Convocado apenas pelo presidente da FEBRABAN.
  • Formado por 16 conselheiros.
  • Sete conselheiros do sistema bancário público e privado.
  • Nove conselheiros de outros setores produtivos, da sociedade civil e com reconhecido saber em áreas de interesse da entidade.
  • Mandato de 18 meses.

Conselho Fiscal

  • Fiscaliza a gestão administrativa.
  • É responsável pela análise de títulos, registros e documentos da FEBRABAN.
  • Coordena a auditoria externa e examina as demonstrações financeiras.
  • Elabora o relatório anual de gestão.
  • Formado por três membros efetivos e três suplentes, com mandatos de três anos.
  • As reuniões acontecem na 1ª quinzena de abril e, extraordinariamente, quando necessário.

Conselho de Autorregulação

  • De caráter normativo e de administração do Sistema de Autorregulação Bancária.
  • Formado por representantes dos bancos associados e da sociedade civil.
  • Edita normativos e estabelece diretrizes, políticas, regras e procedimentos de autorregulação.
  • Mandato de três anos.

Diretoria-Executiva

  • Cumpre as deliberações do Conselho Diretor e da Assembleia Geral.
  • É responsável pela administração e gestão das atividades da FEBRABAN.
  • Formada por um presidente e um vice-presidente executivo indicados pelo Conselho Diretor, até dois vice-presidentes e até 15 diretores eleitos entre administradores estatutários das Associadas Nível I (consideradas as instituições financeiras bancárias, com atuação no território nacional) e até cinco diretores como representantes das Associadas Nível II (associações representativas, em âmbitos nacional ou regional, de instituições financeiras ou de empresas com atividades congêneres ou complementares à atividade bancária).
  • Mandato de três anos.

Comitês Executivos

  • Atuação em três áreas:
    • Relações Institucionais
    • Suporte e Controles
    • Negócios
    Os Comitês Executivos promovem a integração de iniciativas em curso nas Comissões Técnicas e qualificam os assuntos prioritários para deliberação da Diretoria-Executiva. Dois comitês reúnem-se periodicamente: Suporte e Controles e Negócios. O Comitê de Relações Institucionais não se reuniu em 2014. Com a implementação do reporte recorrente de Comissões Técnicas em reuniões da Diretoria-Executiva, os Comitês Executivos foram descontinuados em 2015.

Comissões: pilares operacionais da FEBRABAN

As Comissões são parte fundamental da estrutura de funcionamento da FEBRABAN. Divididos em Comissões Executivas e Comissões Setoriais, os órgãos ficam a cargo de um diretor setorial (com suplente) e de um diretor da Federação. É por meio delas que a instituição recebe e encaminha os temas e as soluções que envolvem demandas do setor financeiro nacional. Confira as principais características dessas instâncias:

  • Participação de representantes dos bancos associados com conhecimento abrangente de negócios e operações bancárias.
  • Temas tratados em cada comissão determinam o grau de senioridade dos participantes.
  • Suporte à implementação dos projetos oriundos dos temas estratégicos.
  • Promoção de discussões, elaboração de pesquisas, realização de estudos, análise de alternativas e formulação de propostas de encaminhamentos à Diretoria-Executiva.
  • Participação em discussões com stakeholders, como Banco Central, ministérios, entidades representativas, formadores de opinião, setores econômicos e sindicatos.
  • Definição da formação de subcomissões e/ou grupos de trabalho.
Diferença entre modelos de atuação das Comissões Executivas e Setoriais

Comissão Executiva

  • Liderança dos temas estratégicos
  • Máximo de 15 participantes, sendo um por instituição
  • Senioridade mínima de 3º nível na estrutura organizacional

Comissão Setorial

  • Sem restrição no número de participantes
  • Senioridade conforme necessidade da comissão
  • Discussões técnicas


Comissões Executivas e Setoriais
Executivas
Ambiente de crédito
Assuntos jurídicos
Crédito consignado
Eficiência e compartilhamento
Financiamento de veículos
Gestão de riscos
Operações de tesouraria
Prevenção à fraude
Produtos bancários PF
Produtos bancários PJ
Recursos humanos
Segurança bancária
Tecnologia e automação bancária
Tributária
Setoriais
Assuntos contábeis
Auditoria interna
Compliance
Imagem e comunicação
Negócios internacionais
Ouvidorias e relações com clientes
Responsabilidade social e sustentabilidade
SACs
Assuntos do BNDES
Crédito rural


diretoria de regulação prudencial, riscos e economia
comissões
  • Ambiente de Crédito
  • Gestão de Riscos
  • Assuntos Contábeis
  • Auditoria Interna
  • Compliance
  • Negócios internacionais
Diretoria de imagem e comunicação
comissões
  • comunicação
diretoria de Negócios e Operações
comissões
  • Crédito Consignado
  • Eficiência e Compartilhamento
  • Financiamento de Veículos
  • Operações DE Tesouraria
  • Prevenção à Fraude
  • Produtos Bancários PF
  • Produtos Bancários PJ
  • Segurança Bancária
  • Tecnologia e Automação Bancária
  • Assuntos BNDES
  • Crédito Rural
Diretoria de relações do trabalho
comissões
  • recursos humanos
Diretoria de autorregulação
comissões
  • ouvidoria e relações com clientes
  • sacs
Diretoria jurídica
comissões
  • assuntos jurídicos
  • tributária
Diretoria de relações Institucionais
comissões
  • responsabilidade social e sustentabilidade

Forma de trabalho

Em 2014, primeiro ano de adoção integral do novo modelo de planejamento estratégico, foram estabelecidos 14 temas prioritários, definidos pelo Conselho Diretor e pela Diretoria-Executiva, desdobrados em projetos e metas para as áreas internas da FEBRABAN, atendendo às necessidades do setor bancário. São eles:

  • Planos econômicos
  • Melhoria do ambiente de crédito
  • Agenda legislativa positiva
  • Custo de observância
  • Relações de trabalho, terceirizados e correspondentes
  • Aumento de eficiência/compartilhamento
  • Tributação do sistema bancário
  • Regulação prudencial
  • Imagem pública do setor
  • Prevenção à fraude
  • Autorregulação
  • Segurança bancária
  • Inclusão e educação financeira
  • Responsabilidade socioambiental

Planejamento estratégico e gestão de projetos

A Diretoria de Planejamento e Gestão de Projetos conduz o processo de planejamento estratégico anual, suportando as Diretorias Internas e Comissões da FEBRABAN com metodologias baseadas nas melhores práticas de mercado.

O planejamento estratégico envolve a definição de temas estratégicos, projetos, orçamento e metas. Uma vez concluído o planejamento, projetos e metas são continuamente monitorados e reportados em reuniões das Comissões e da Diretoria-Executiva, buscando benefícios para o setor bancário. Confira o fluxo do planejamento estratégico:
1. Diretoria-Executiva e Conselho Diretor definem temas estratégicos para atuação da FEBRABAN.
2. Diretores internos e Comissões propõem projetos, orçamento e metas.
3. Diretoria-Executiva e Conselho Diretor priorizam projetos e aprovam orçamento e metas.
4. Diretores internos planejam e gerenciam projetos.
5. Diretoria de Planejamento e Gestão de Projetos monitora a evolução do portfólio de projetos e o cumprimento de metas.

Para 2015, o processo de priorização resultou em dez temas estratégicos para a atuação da FEBRABAN:

  • Relações trabalhistas
  • Planos econômicos
  • Autorregulação
  • Melhoria do ambiente de crédito
  • Qualidade dos serviços bancários/relacionamento com clientes
  • Tributação do sistema bancário
  • Responsabilidade socioambiental e agenda institucional
  • Aumento de eficiência e compartilhamento
  • Imagem pública do setor
  • Regulação prudencial

Representações

Como principal entidade representativa do setor financeiro brasileiro, a FEBRABAN incorpora também a articulação com entidades afins e demais organizações relacionadas ao setor, bem como de outros segmentos produtivos e da sociedade em geral.

Na Federação Latino-Americana de Bancos (FELABAN), que reúne 19 países do continente e mais de 500 bancos e instituições financeiras, a FEBRABAN representa o setor do Brasil, o maior da região. Sua participação se dá de forma colaborativa, como disseminadora das boas práticas e de padrões que são referência no exterior.

Outra participação que reflete o compromisso da Federação com a promoção de um ambiente de negócios cada vez mais eficiente e com responsabilidade social é no Cadastro Empresa Pró-Ética, uma iniciativa da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Com outros oito membros, a FEBRABAN integra o Comitê Gestor do Cadastro Empresa Pró-Ética, a instância colegiada responsável por analisar pedidos de inclusão de empresas no cadastro e deliberar sobre a admissão e discutir e definir atualizações dos requisitos para integrá-lo. Além de CGU, Ethos e FEBRABAN, compõem o Comitê a Confederação Nacional de Indústrias (CNI), a BM&FBOVESPA, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Já com a Brasil Investimentos e Negócios (BRAiN), a Federação soma esforços para tornar o Brasil um polo de investimentos e negócios. A organização busca trabalhar as condições de crescimento baseadas em um mercado de capitais forte, estimulando o financiamento por parte de poupadores e investidores, indo além dos bancos e do Estado como financiadores do desenvolvimento.

Em 2014, alguns dos destaques da BRAiN foram no projeto de integração financeira da América Latina, que envolve seis países (Peru, Chile, Brasil, Colômbia, México e Argentina), e no Doing Business, cuja finalidade é melhorar o ambiente de negócios no Brasil, tendo como base o relatório Doing Business, do Banco Mundial, e contribuir decisivamente para o aumento de produtividade. Por conta do trabalho da BRAiN, o Brasil avançou dez posições de 2013 para 2014 no Doing Business, passando da 130ª para a 120ª posição.

A FEBRABAN participa do Conselho Consultivo da iniciativa das Nações Unidas para aumentar o fundo de capitais intermediados pelo setor financeiro global para a Economia Verde. Além do Brasil, participam a China, países da Europa, como o Reino Unido, e também a Índia, a Indonésia, a África do Sul, a Uganda e os Estados Unidos.

Também tem participação nas seguintes instituições nacionais e internacionais:

GRI 4.13

Institute of International Finance (IIF) – Estados Unidos – Associação internacional que reúne representantes da indústria financeira, de seguradoras, escritórios de advocacia, consultorias e reguladores, entre outros grupos do setor de todos os países do mundo.

International Banking Federation (IBFed) – Reino Unido – O Brasil é o único país convidado a participar dessa federação internacional de bancos da Europa, Ásia, África, Oceania, América do Norte e América do Sul.

Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Enccla)

Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA)

Ciência sem Fronteiras (ver mais no capítulo Responsabilidade socioambiental)

Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

Secretaria do Trabalho e Emprego do Governo do Estado de São Paulo

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Controladoria-Geral da União (CGU)

Centro Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa (Cebrae)