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Responsabilidade Socioambiental

O setor bancário é apoiado pela FEBRABAN na adoção de práticas sustentáveis no uso de recursos naturais e no relacionamento com as comunidades

Principais objetivos da CRSS
  • Manter o setor bancário e a FEBRABAN na vanguarda das práticas empresariais modernas em responsabilidade socioambiental.
  • Contribuir para que o setor financeiro esteja em conformidade com os regulamentos e as legislações ambientais e sociais.
  • Envolver o setor financeiro no caminho para a Economia Verde, fomentando o conhecimento e a identificação de oportunidades.
  • Fornecer os instrumentos para a integração de negócios de desenvolvimento sustentável.
  • Incentivar a transparência nos relatórios anuais das instituições financeiras, adotando a plataforma de relatórios integrados.
  • Adotar uma abordagem proativa sobre questões e projetos de interesse para o setor bancário com instituições, entidades públicas ou privadas, entidades reguladoras, entidades de classe e empresas brasileiras e internacionais.

O tema Responsabilidade Socioambiental é compromisso permanente da agenda da FEBRABAN, que mantém, desde 2002, a Comissão de Responsabilidade Social e Sustentabilidade (CRSS) para promover práticas e comportamentos socioambientalmente responsáveis na cadeia de valor do Sistema Financeiro Nacional.

A CRSS é composta por representantes de 28 bancos e instituições financeiras e atua como instância de governança corporativa da Federação, na qual são discutidos e propostos temas, projetos e diretrizes à Diretoria-Executiva. A deliberação final fica a cargo do Conselho Diretor.

Desde a criação da CRSS a atuação tem sido constantemente ampliada e o setor financeiro avança como um importante indutor de boas práticas que resultam em impactos positivos aos negócios, à sociedade e ao meio ambiente.


UNEP e a Economia Verde

No segundo semestre de 2013, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP, na sigla em inglês) lançou a pesquisa global “Inquiry into Design of a Sustainable Financial System” sobre fatores, políticas públicas e inovações capazes de acelerar e ampliar a destinação de recursos intermediados pelo setor financeiro para iniciativas que propiciem uma transição mais rápida em direção a uma Economia Verde e sustentável. Essa pesquisa envolve estudos de campo para conhecer melhor a realidade de um grupo de países, identificar restrições e oportunidades, além de colher opiniões e sugestões.

Para contribuir com a pesquisa coordenada pela UNEP, a FEBRABAN estabeleceu uma parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVCes). Foram preparados três estudos. O primeiro examina os ambientes legislativo e regulatório, assim como as políticas públicas que tratam dos temas socioambientais relativos ao setor financeiro. O segundo estudo apresenta um primeiro levantamento dos volumes já alocados pelo setor financeiro para a Economia Verde e propõe uma metodologia para identificar e monitorar esse fluxo de recursos. O terceiro examina dois importantes segmentos da economia brasileira e seu processo de transição para a Economia Verde, as energias renováveis e a agropecuária.

Esses estudos constituem um trabalho inovador na medida em que, pela primeira vez, apresentam um levantamento do volume de recursos financeiros que são submetidos à análise especial quanto a riscos socioambientais nos bancos, bem como daqueles alocados a projetos que facilitem a transição para uma economia mais sustentável. Esse cenário-base, que tem o ano de 2013 como referência, será aperfeiçoado após os debates sobre o trabalho. Os estudos apresentam também o quadro institucional, abrangendo a legislação e a regulamentação dirigida especificamente ao setor financeiro.

O setor bancário está entre os setores mais atuantes na incorporação dos princípios da Economia Verde em suas operações. Em 2009, os bancos privados brasileiros subscreveram o Protocolo Verde, que já havia sido assinado pelos bancos públicos em 1995.

Esse setor, além de prestar serviços de pagamentos, atua também como intermediário entre poupadores e investidores, funcionando com um elevado grau de alavancagem, ou seja, emprestando um múltiplo do seu capital, o que potencializa os impactos positivos e negativos das decisões de alocação de recursos. Por essas razões, as instituições financeiras têm de ser prudentes em suas decisões. Têm também que respeitar, na alocação de recursos para projetos ou atividades, os desejos e mandatos expressos pelos detentores finais dos recursos, que são os poupadores e investidores que confiam suas poupanças às instituições.

No processo de transição para uma Economia Verde é também fundamental o fortalecimento da governança global, no âmbito das Nações Unidas, para definir e fazer cumprir padrões ambientais mínimos em todos os países.

Os estudos estão consolidados no documento O Sistema Financeiro Nacional e a Economia Verde. Acesse o site da FEBRABAN para saber mais sobre os estudos.

Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA)

Em 2014 entrou em vigor no Brasil a Resolução 4.327, do Banco Central do Brasil, que dispõe sobre as diretrizes que, considerados os princípios de relevância e proporcionalidade, devem ser observadas no estabelecimento e na implementação da Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA) pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

A FEBRABAN trabalhou intensamente no processo de consolidação da resolução, que foi anunciada na Rio+20 em 2012. Nesse período, e até a publicação da PRSA, a Federação teve papel importante nas discussões com os agentes reguladores e na preparação e orientação aos bancos e às demais instituições financeiras.

Para auxiliar o setor, a FEBRABAN promoveu em 2014 uma série de atividades, como seminários, workshops e capacitação de profissionais para o entendimento e a aplicação da resolução. Dentre elas, destacaram-se:

  • 39º Café com Sustentabilidade, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), com participação de representante do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor), do Banco Central.
  • 40º Café com Sustentabilidade, que contou com palestra de representantes do Tribunal Regional Federal da 3ª região e do escritório de advocacia Lobo & de Rizzo, que abordaram os aspectos legais e de responsabilidades envolvendo os bancos no cumprimento da resolução.
  • Encontro com cerca de 30 representantes de bancos, também para dar continuidade à discussão sobre a aplicação da norma.
  • Capacitação técnica, promovida por meio do Instituto FEBRABAN de Educação (INFI). Foram realizadas quatro turmas, com a participação de 149 bancários, de 46 instituições financeiras. Para 2015, será lançado o Guia Prático para Elaboração e Implementação de Política de Responsabilidade Socioambiental e promovido um curso on-line de Educação a Distância (EAD), via INFI, com conteúdo aberto a todos os interessados. GRI EN26
Destaques da Resolução
  • Define risco ambiental como um componente das diversas categorias de riscos
  • Fortalece a gestão de riscos social e ambiental
  • Estimula o crescimento das operações de crédito e da qualidade das carteiras
  • Permite que cada instituição estabeleça suas próprias orientações sobre questões sociais e ambientais que visam à mitigação de risco e/ou a novas oportunidades de negócios
  • Integra as questões sociais e ambientais em governança e planejamento estratégico da instituição
Destaques do SARB
  • Estabelece os procedimentos e requisitos operacionais que demonstram o empenho e a diligência da instituição financeira na avaliação dos impactos ambientais de suas operações e atividades
  • Contribui para fortalecer a gestão de risco socioambiental e sua governança
  • Reduz a insegurança jurídica (principalmente a responsabilidade indireta nos danos ambientais causados por projetos financiados)

Autorregulação sobre responsabilidade socioambiental

Após dois anos de trabalhos, o Sistema de Autorregulação Bancária (SARB), que tem como objetivo promover o comportamento ético, transparente e responsável do setor financeiro, lançou, em 2014, o Normativo de Criação e Implementação da Política de Responsabilidade Socioambiental (SARB14/2014), que formaliza diretrizes e procedimentos fundamentais para as práticas socioambientais de seus signatários nos negócios e na relação com as partes interessadas.

Um dos desafios é estabelecer padrões e processos que atendam às diferentes realidades e aos estágios de maturidade dos bancos na elaboração de suas Políticas de Responsabilidade Socioambiental (PRSA), alguns com grande experiência e processos estruturados e outros no início dessa trajetória.

De acordo com o SARB14/2014, o gerenciamento de risco socioambiental deve ser dividido em: Financiamento a projetos, Operações com significativo risco socioambiental, Participação em empresas e Garantias imobiliárias.


Agenda da CRSS para 2015

A CRSS tem algumas iniciativas de destaque em andamento, entre elas:

  • Avaliação da aderência pelas instituições e a proposição de soluções inovadoras para os desafios apresentados na PRSA do Bacen
  • Definição de uma metodologia para medir os recursos canalizados pelo Sistema Financeiro Brasileiro para a Economia Verde
  • Estudo de viabilidade dos títulos de Green Bonds e de títulos para o mercado de Certificados de Regularização e Compensação Ambiental (CRA)
  • Promoção e ampliação do Programa Agricultura de Baixo Carbono instituído pelo Governo Federal
  • Participação com os setores público e privado para acelerar a implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para atender o Novo Código Florestal – Lei nº 12.651/2012.

Censo da Diversidade

Cinco anos depois de ter realizado seu primeiro mapeamento sobre a diversidade do setor bancário, a Federação concluiu em 2014 o segundo Censo da Diversidade, que revelou importantes avanços. A pesquisa também permitiu orientar esforços para melhorias nas condições de trabalho e o aumento da inclusão no ambiente dos negócios.

O 2º Censo da Diversidade mostrou relativo equilíbrio de gênero no setor, com 51,7% de homens e 48,3% de mulheres. Na região Sudeste, por exemplo, as mulheres são maioria, com 51,9%, ante 48,1% de homens.

A presença feminina é ainda mais relevante considerando que são profissionais altamente qualificadas, muitas vezes chefes de família, cuja representatividade é marcante em diversos aspectos da sociedade brasileira.

Principais resultados do censo
  • 61,6% estão casados ou vivem união estável com uma pessoa do sexo oposto e 1,1% com pessoas do mesmo sexo.
  • 14,5% dos trabalhadores estão no setor bancário há mais de 25 anos. No primeiro censo, eram 10,4%.
  • 23,3% do quadro funcional têm entre 45 e 54 anos. Eram 19,6% em 2008.
  • Os profissionais com 55 anos ou mais passaram de 1,3% para 6,9%.
  • 24,7% dos funcionários e das funcionárias se autodefiniram negros. É um aumento de 30% em relação aos 19% de cinco anos antes.
  • 74,5% dos funcionários e das funcionárias negros têm curso superior. O índice era de 59% no primeiro censo.
  • O percentual de pessoas com deficiência dobrou, passando de 1,8% para 3,6%.
  • Considerando os empregados formados e aqueles que estão cursando faculdades, o percentual de curso superior foi para 95,8%.
  • 1,9% dos consultados se declararam homossexuais e 0,6%, bissexuais.

A pesquisa foi promovida de março a maio e envolveu o público interno de 18 instituições financeiras, que representam mais de 90% dos bancários. Entre as novidades, passou a incluir a orientação sexual como um dos indicadores.

O setor financeiro nacional soma mais de 500 mil trabalhadores. Sua excelência e agilidade, mundialmente reconhecidas, se devem em muito à qualidade da atuação desses profissionais. Trata-se de um público caracterizado por alto nível educacional – mais de 90% do quadro funcional, segundo o Censo da Diversidade 2014, tem formação superior e grande parte concluiu ou está cursando pós-graduação, mestrado, doutorado ou MBAs –, que passou a desempenhar papel cada vez mais estratégico na condução dos negócios financeiros do País.

Fortemente direcionados a resultados e eficiência, esses profissionais estabelecem padrões inovadores no desenvolvimento de produtos e serviços e no relacionamento com os principais stakeholders do segmento. Por essa razão, a produção e o compartilhamento de conhecimento são foco de investimentos crescentes pelo setor.

Convenção coletiva

Desde 1993, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria é nacional. O processo de entendimentos entre as partes reforça a maturidade adquirida em décadas de diálogo social marcado pela representatividade e pelo equilíbrio de forças.

Maior convenção coletiva do Brasil, as negociações têm como data-base 1º de setembro e reúnem 157 bancos, representados pela Federação Nacional dos Bancos (FENABAN). Juntos, envolvem mais de 500 mil trabalhadores, 210 sindicatos, 13 federações e duas confederações.

Principais aspectos da 23ª CCT do setor bancário
  • Reajuste: 8,5%.
  • Piso escritório após 90 dias: R$ 1.796,45 para jornada de seis horas diárias.
  • Piso para a função de caixa após 90 dias: R$ 2.426,76 para jornada de seis horas diárias.
  • Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cuja regra básica pode chegar a 2,2 salários do empregado e mais uma parcela adicional de até R$ 3.675,98.

A FEBRABAN atua em todas as etapas desse processo: do relacionamento direto e regular com as partes envolvidas, promovendo a troca de experiências e capacitação com os dirigentes, à composição de grupos de trabalho para a definição de temas de interesse da relação trabalhista no setor.

Na negociação do reajuste salarial, há anos a CCT vem garantindo aumento real de salário para a categoria e ampliação dos benefícios dos trabalhadores. Em 2014, o reajuste foi de 8,5%.

A saúde e segurança dos profissionais é outro foco permanente das negociações. No ano, teve continuidade o projeto de Melhoria da Gestão em Segurança e Saúde no Trabalho, com a aplicação das 20 diretrizes definidas para promover a qualidade de vida no ambiente de trabalho. Um dos destaques em 2014 foi a constituição de Grupo de Trabalho Bipartite, que tem como objetivos discutir, em 2015, os conflitos e analisar as causas de afastamentos do trabalho.

A atenção à prevenção de conflitos nos ambientes de trabalho continua estimulando a comunicação segura com os bancários, seja por meio de mecanismos internos, seja via sindicatos.

Autorregulação

GRI EC9 | PR5

Desde 2007, o Sistema de Autorregulação Bancária (SARB) orienta as principais diretrizes da FEBRABAN, por meio de normativos criados em comum acordo com os bancos signatários.

Em 2014, o SARB introduziu quatro novos normativos, totalizando 16, e teve a adesão de mais um banco, somando 19 signatários. Três desses normativos tratam de proteção ao consumidor (Resumo Contratual, Contratação de Crédito por Meios Remotos e Crédito Consignado) e um de Responsabilidade Socioambiental.

O normativo, fruto de trabalho colaborativo entre os bancos participantes, é elaborado de maneira proativa, com definição de regras para orientar comportamentos, produtos e padrões de relacionamento para o setor.

O de Resumo Contratual, por exemplo, surgiu da necessidade de oferecer um documento sucinto ao cliente, resultando em maior transparência, lealdade e objetividade.

Já o de Contratação de Crédito por Meios Remotos permite que o cliente tenha acesso a procedimentos simplificados para adquirir empréstimos e financiamentos, com as explicações necessárias e de fácil entendimento. Dessa forma, quem faz contratação por banco on-line, caixas eletrônicos, telefones ou aplicativos, sem contato com representante direto do banco, tem informações necessárias e suficientes para orientar sua decisão. O normativo também prevê a emissão do contrato em formato físico para os clientes.

Da mesma maneira, o crédito consignado tem o objetivo de estabelecer regras que garantam a qualidade e responsabilidade na contratação dessa modalidade visando à prevenção de conflitos, à melhoria da segurança e ao equilíbrio nas relações de consumo.

Diálogo com órgãos públicos

A FEBRABAN realiza anualmente edições do Seminário de Marketing e Relacionamento com os Clientes (Semarc), envolvendo representantes de bancos e órgãos reguladores e de defesa do consumidor. Neles são debatidos temas atuais de interesse público que afetam o relacionamento dos clientes com o setor financeiro.

Em 2014, em razão da agenda política do País (eleições) e da realização da Copa do Mundo, foi promovido um único evento, que tratou de temas como Arranjos de Pagamento, Portabilidade de Crédito e Concessão Responsável de Crédito. Para 2015, estão previstas três edições.

O Semarc conta com a participação dos bancos, da Secretaria Nacional do Consumidor (ligada ao Ministério da Justiça), do Banco Central, do Ministério Público, das Defensorias Públicas e dos Procons.

Monitoramento e auditoria das agências

O monitoramento do SARB é feito por auditorias nas agências e pelo método de pesquisa mystery shopper (cliente misterioso) nos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs) das instituições signatárias.

As auditorias acontecem continuamente em 2.100 agências de 21 capitais e se estenderam a mais 15 cidades com 400.000 habitantes. Em 2014 completou-se o ciclo de dois anos da avaliação em todas as capitais.

Já o processo de cliente misterioso é realizado por meio de onda única (ação) anual, com 1.260 amostras, distribuídas entre as instituições financeiras signatárias e nos segmentos Banco Comercial, Cartão de Crédito e Financeiras.

Bancos e instituições signatários do SARB
ANDBANK
Banco do Brasil
Banco do Nordeste
Banco Original
Banco Safra
Banco Toyota
Banco Volkswagen
Banco Votorantim
Banpará
Banrisul
BICBANCO
Bradesco
Caixa Econômica Federal
Citibank
HSBC
Itaú Unibanco
Mercantil do Brasil
Santander
Sicredi

Painel Setorial de Atendimento

O Painel Setorial de Atendimento é uma ferramenta com indicadores de atendimento nos canais de seis grandes instituições financeiras (Banco do Brasil, Bradesco, Citibank, Itaú Unibanco, HSBC e Santander), que, desde 2013, apresenta dados sobre a qualidade do atendimento prestado por centrais, SACs, ouvidorias e em canais externos, como Procons, Bacen e ações cíveis. O acompanhamento permanente e a análise dos resultados têm por objetivo nortear a adoção de mecanismos com foco na prevenção e redução e resolução de demandas.

No ano, os SACs desses bancos realizaram 30 milhões de atendimentos. O número de consumidores que buscou órgãos públicos como o Procon registrou expressiva queda de 22%, na comparação com 2013. A redução nas demandas do Bacen foi de 13% e nas ações judiciais, de 9%.

Central Conte Aqui

A Central Conte Aqui é um espaço criado pela FEBRABAN, específico da área de Autorregulação da entidade, em que podem ser registradas situações que indiquem descumprimento de qualquer norma de autorregulação bancária por parte das instituições financeiras participantes.

Além disso, com a autorização do cliente que registra a reclamação, o fato é encaminhado pela Federação ao banco para tratamento individualizado do caso. O prazo de resposta previsto é de 15 dias. Em 2014, houve um aumento de 40% nos casos de consumidores, totalizando 2.414 registros.

Acessos ao site do Sistema de Informações de Tarifas Bancárias – STAR (milhões)
Acessos ao site do Sistema de Informações de Tarifas Bancárias – STAR (milhões)
Fonte: FEBRABAN.

STAR

O STAR – Sistema de Divulgação de Tarifas da FEBRABAN (www.febraban-star.org.br) ficou estável em 2014, quando recebeu 4,9 milhões de acessos. Criado em 2007, ele já tem incorporada a cultura de prestação de contas ao consumidor. Com essa aplicação, o consumidor pode fazer consultas, pesquisas e comparações das tarifas cobradas por algumas das principais instituições financeiras do País.

A plataforma permite ainda comparar pacotes de produtos e serviços entre os bancos e possibilita ao cliente escolher e analisar qual é o pacote mais adequado ao seu perfil e às suas necessidades, considerando a capacidade financeira.

Instituto FEBRABAN de Educação (INFI)

GRI EC8

Para o público do setor financeiro, a Federação atua em diversas frentes. Na capacitação técnica, conta com o Instituto FEBRABAN de Educação (INFI) e uma ampla e atualizada grade de cursos, em diferentes modalidades e formatos, para atender às necessidades de treinamento e permitir a certificação dos funcionários.

O INFI tem compromisso com a construção e o compartilhamento do conhecimento sobre e para o setor financeiro. Para os funcionários dos bancos e das instituições financeiras, desenvolve uma grade de cursos, seminários, workshops e educação a distância que atende às necessidades de capacitação nas diversas áreas do Sistema Financeiro Nacional.

Para a sociedade em geral, elabora e coloca à disposição conteúdo sobre finanças pessoais, consumo consciente e crédito responsável, entre outros temas que envolvem a relação entre o mercado financeiro e as pessoas.

Em 2014, as principais mudanças se deram no formato educacional adotado, que privilegia ainda mais os ambientes on-line e mobile, e no lançamento do novo portfólio de cursos do INFI.

Atualmente, são mais de 80 cursos, que atendem a muitas áreas de atuação do setor. Em três anos de atividades, o Instituto se consolidou como um centro formador e disseminador de conhecimento, marcando seu papel de escola de negócios e finanças. Temas como marketing, planejamento, estratégia de negócios e vendas, entre outros, se somam à grade de cursos de formação técnica.

O portal também foi reformulado e novo layout e novas funcionalidades entraram no ar em setembro. Outra modalidade que ganhou mais destaque foram os summits, realizados em formatos de seminários, que fazem parte de um programa avançado para discutir “o estado da arte” no sistema financeiro. Criado em 2013, apresentou crescimento de 150% no último ano.

Número de alunos por modalidade
Fonte: FEBRABAN.
Modalidade 2011 2012 2013 2014
         
Cursos presenciais 4.071 2.789 5.171 3.616
Educação a distância - 145 180 1.201
Summits - - 265 891

Em 2014, ainda tiveram início as primeiras experiências de social learning. Inovadoras, elas propõem a criação de comunidades de práticas e fóruns de discussão. Sob esse formato, no período de três semanas os estudantes devem participar de módulos a distância e presencial. A metodologia prevê a disponibilização de material, que será transformado em projeto de aplicativo compartilhado com todos os outros alunos e, posteriormente, implantado no ambiente de trabalho. Ou seja, o conhecimento se dá já no início do processo, é compartilhado e então se transforma em aplicação prática.

No total, o INFI realizou 205 cursos, que somaram 5.708 participantes, em 2014.



Novos programas lançados em 2014
Fonte: FEBRABAN.
Nome do programa Mês de realização
   
Summit Meios de Pagamentos Fevereiro e abril
Summit Basileia III Fevereiro
Summit Portabilidade Abril
Café com Especialistas: Riscos não financeiros Maio
Café com Especialistas: Dodd Frank, EMIR e Rússia Junho
Summit Educação Corporativa Agosto
Palestra Dia do Bancário Agosto
Summit Novo Regime Fiscal Setembro
Summit Sensoriamento Remoto – SGIPS Setembro
Summit FATCA Setembro
Summit FATCA Seguros Dezembro
Summit FATCA IGA Novembro
Summit Excelência Operacional nas etapas de ciclo de crédito Novembro
Summit International Competitiveness banking of 21st Century Novembro
Curso de Capacitação para Elaboração de Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA) Dezembro
Curso de Governança, Riscos e Compliance Junho, setembro e novembro
Curso Banking: Simulação de Banco Julho
Certificação Profissional para o Banco BB Setembro a dezembro
Workshop Opções de Investimento Outubro
Palestra Cenário Econômico na América Latina Julho


2014  
     
In company Cursos 91
Pessoas treinadas 2.998
Cursos abertos Cursos 48
Pessoas treinadas 618
 Summit Cursos 15
Pessoas treinadas 891
 EAD Cursos 51
Pessoas treinadas 1.201
EAD correspondentes Cursos 4
Pessoas treinadas 1.464
Número total de cursos* 205
Número total de alunos* 5.708
2013  
     
In company Cursos 140
Pessoas treinadas 4.732
Cursos abertos Cursos 42
Pessoas treinadas 439
Summit Cursos 6
Pessoas treinadas 265
 EAD Cursos 5
Pessoas treinadas 180
EAD correspondentes Cursos 4
Pessoas treinadas 14.484
Número total de cursos*   193
Número total de alunos*   5.616


*Os totais de cursos e alunos não incluem correspondentes.
Fonte: FEBRABAN.
2012  
     
In company
Cursos 62
Pessoas treinadas 1.914
Cursos abertos Cursos 65
Pessoas treinadas 875
 
EAD
Cursos 4
Pessoas treinadas 145
Número total de cursos   131
Número total de alunos   2.934
2011  
     
In company
Cursos 86
Pessoas treinadas 2.796
Cursos abertos Cursos 102
Pessoas treinadas 1.275
Número total de cursos   188
Número total de alunos   4.071


Educação financeira

GRI EC8| EC9

Com o crescimento da classe média no Brasil, nos últimos anos, o processo de inclusão bancária agregou milhões de usuários ao sistema financeiro, com necessidade de formação prática e simplificada para o uso responsável de crédito e das ferramentas de pagamentos e serviços disponíveis.

A FEBRABAN reconhece o grande desafio e soma esforços ao Poder Público, à academia e à mídia para promover o comportamento financeiro sustentável das pessoas e famílias. O programa Meu Bolso em Dia, por exemplo, é um laboratório de práticas integradas à Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) e às demais iniciativas do setor.

Para entender o perfil e as demandas que podem ajudar a atender esse público, a FEBRABAN realizou pesquisa em duas etapas. Em 2013, foi feita uma análise quantitativa e, em 2014, a análise qualitativa, que envolveu dez famílias. Elas foram divididas em quatro perfis e, com acompanhamento, usaram as ferramentas desenvolvidas pelo programa Meu Bolso em Dia. Os perfis são: “o empobrecido”, que só melhora o controle financeiro se conseguir aumentar seu nível de renda; “o endividado” e “o inadimplente”, que só conseguem controlar as dívidas com o auxílio de programas e tecnologias criadas para tal ou com a ajuda de profissionais de finanças, ou seja, primeiro precisam se organizar para depois se tornarem planejadores; e “o planejador”, que está em situação estabilizada e pode evoluir para se tornar “realizador”, “poupador” até chegar a “investidor”.

Ao fim de um ano do estudo, que foi conduzido pelo Instituto Data Popular, os resultados mostraram que, bem orientadas e com instrumentos acessíveis, as famílias puderam começar a organizar melhor suas finanças, com consideráveis 80% de redução no quadro dos endividados.

INÍCIO DA PESQUISA E FIM DA PESQUISA

Consumo consciente em parceria com o Akatu

Em 2014, outra novidade foi a parceria entre o programa Meu Bolso em Dia e o Instituto Akatu para o desenvolvimento da iniciativa Nosso Consumo. Trata-se da criação e do lançamento de quatro aplicativos: Nossa Água, Nossa Energia e Nossa Alimentação e, em janeiro de 2015, Nosso Transporte.

A FEBRABAN identificou que esses são temas diretamente relacionados ao orçamento das famílias brasileiras e têm o aspecto de responsabilidade socioambiental como elemento de sucesso, colaborando para a disseminação de comportamentos sustentáveis.

Direcionados a todos os públicos, esses aplicativos são focados nos jovens, um grupo que deverá ganhar cada vez mais espaço nas ações da FEBRABAN. Elaborados no formato de jogos, apresentam conteúdo didático sobre cada um dos temas e auxiliam o usuário a fazer a melhor opção para cada caso, considerando a economia de dinheiro e recursos naturais. Apenas nos quatro primeiros meses de lançamento, os aplicativos Nossa Água e Nossa Energia somaram mais de 26 mil downloads e foram avaliados com 4,6 de 5 estrelas, em média.

Conhecimento acadêmico GRI EC8

Para estimular a produção de conhecimento acadêmico, a FEBRABAN tem dado prosseguimento a iniciativas como o Prêmio FEBRABAN de Economia Bancária, que teve sua sexta edição em 2014. As principais mudanças foram a parceria com o INFI em sua organização e a alteração no nome, que passou a ser Prêmio INFI-FEBRABAN de Economia Bancária.

Os trabalhos participantes devem, preferencialmente, tratar de temas vinculados à economia bancária, como crédito bancário, bancarização, juros e spread, regulação do sistema financeiro e rentabilidade bancária. Também foi criada categoria especial cujo tema é Educação Financeira. As modalidades do prêmio são (A) dissertações, teses e artigos acadêmicos e (B) monografias de graduação.

Em 2014 também foi firmado convênio com quatro grandes universidades brasileiras para a produção de conhecimento em economia bancária. O objetivo é que estudantes de graduação da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA-USP), da Fundação Getulio Vargas (FGV), da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) produzam trabalhos na área de economia bancária. Os temas que serão foco dos estudos foram definidos em parceria com as universidades, que deverão apresentar quatro trabalhos científicos cada uma ao longo de 2015.

Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef)

A FEBRABAN participa ainda da comissão permanente do Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), grupo que tem a responsabilidade de coordenar a execução da Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef).

Política pública lançada em 2010, a Enef tem a finalidade de promover a educação financeira e previdenciária e contribuir para o fortalecimento da cidadania, a eficiência e solidez do Sistema Financeiro Nacional e a tomada de decisões conscientes por parte dos consumidores. A FEBRABAN ocupa também papel de articulador entre o Conef e os bancos, além de ser uma das quatro entidades mantenedoras da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil). GRI SO5

Programa Ciências sem Fronteiras GRI EC8

Em 2012, a FEBRABAN assinou com os Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um protocolo de cooperação científica prevendo a manutenção de 6.500 bolsas do Programa Ciência sem Fronteiras.

No total, foram acordados investimentos de U$S 180,8 milhões ao longo de quatro anos em 6.500 bolsas de estudo, configurando a maior contribuição de um patrocinador privado ao programa.

As bolsas são direcionadas às áreas de engenharias, tecnologias da informação, ciências exatas, ciências biomédicas, energias renováveis, tecnologias mineral e nuclear, biodiversidade, bioprospecção, ciências do mar, transição para economia verde, nanotecnologia, biotecnologia, fármacos, tecnologia de prevenção de desastres naturais, tecnologia aeroespacial e produção agrícola sustentável. Mais de 220 universidades em todo o mundo foram selecionadas para receber os alunos brasileiros.